Alta do diesel pressiona custos do agronegócio e logística no Triângulo Mineiro

O preço do óleo diesel desponta como o primeiro grande desafio econômico para o próximo mandato presidencial, com impactos diretos na cadeia produtiva do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Segundo relatório do banco Goldman Sachs, a defasagem do combustível em relação ao mercado internacional e a assimetria nos subsídios federais podem forçar reajustes significativos. A projeção aponta que, caso os incentivos atuais sejam equalizados, a correção na Petrobras poderia chegar a patamares expressivos.
Para a região, que é um dos principais polos logísticos e agroindustriais do Brasil, a notícia gera preocupação. O diesel é o principal insumo do transporte de cargas e das máquinas agrícolas que movimentam a safra local. Uma eventual alta na origem pressiona imediatamente as margens de lucro de transportadoras e produtores rurais, que dependem do combustível para o escoamento da produção por rodovias como a BR-050 e a BR-365.
Especialistas indicam que a Petrobras deve aguardar o desfecho do período eleitoral para definir qualquer alteração nos preços, transferindo a gestão do impacto inflacionário para a equipe de transição. O cenário é complexo, pois envolve a manutenção de subsídios que pesam no Tesouro Nacional ou o repasse dos custos para o setor privado, o que elevaria o preço final de produtos e serviços nas cidades mineiras.
O impacto não se restringe apenas às bombas dos postos, mas reflete em toda a economia regional. O aumento no valor do frete costuma ser repassado ao consumidor final em itens básicos de consumo e insumos industriais. A decisão política sobre como financiar esses incentivos ou autorizar o reajuste ditará o ritmo da inflação e a competitividade do agronegócio no interior de Minas Gerais nos primeiros meses do novo governo.
Com informações de Regionalzão.



