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Ampliação do teste do pezinho em Minas Gerais enfrenta gargalos no acesso a tratamento

·há 1h
Ampliação do teste do pezinho em Minas Gerais enfrenta gargalos no acesso a tratamento
Ampliação do teste do pezinho em Minas Gerais enfrenta gargalos no acesso a tratamento

No Dia Nacional do Teste do Pezinho, celebrado neste sábado (6), Minas Gerais destaca o avanço na triagem neonatal, que agora cobre 64 doenças raras. Contudo, o aumento nos diagnósticos precoces revela um gargalo crítico no estado: a dificuldade de famílias do interior em acessar centros de tratamento especializado. A falta de profissionais capacitados e as longas distâncias até os centros de referência são os principais obstáculos relatados por pacientes.

Desde abril, o sistema público mineiro ampliou a lista de patologias rastreadas, incluindo doenças genéticas e degenerativas como a Atrofia Muscular Espinhal (AME). A identificação nos primeiros cinco dias de vida é fundamental para evitar sequelas graves, permitindo intervenções antes mesmo dos primeiros sintomas. Entretanto, o diagnóstico rápido nem sempre é acompanhado por uma assistência imediata na região de origem do recém-nascido.

O cenário exige que muitas famílias percorram centenas de quilômetros para consultas mensais em hospitais de alta complexidade. Especialists alertam que doenças raras demandam equipes multiprofissionais experientes, cuja oferta ainda é escassa em diversas regiões mineiras. A Secretaria de Estado de Saúde afirma que o fluxo de encaminhamento segue a capacidade operacional dos serviços, buscando agilizar exames confirmatórios.

Para tentar mitigar o problema, o Ministério da Saúde anunciou um aporte anual de R$ 13 milhões para acelerar a expansão das etapas do teste até 2030. Em âmbtito estadual, o desafio permanece em descentralizar o atendimento para que cidades do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba possam oferecer suporte sem a necessidade de deslocamentos exaustivos para a capital ou grandes polos.

Com informações de G1 Minas Gerais.