Política

Erika Hilton pede prisão de Nikolas Ferreira após compartilhamento de documento falso

·há 1h
Erika Hilton pede prisão de Nikolas Ferreira após compartilhamento de documento falso
Erika Hilton pede prisão de Nikolas Ferreira após compartilhamento de documento falso

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) acionou a Justiça Eleitoral solicitando a prisão do deputado federal mineiro Nikolas Ferreira (PL-MG). O pedido ocorre após o parlamentar compartilhar em suas redes sociais um documento forjado, atribuído falsamente à Polícia Federal (PF), que continha conclusões favoráveis a ele em uma investigação sobre conversas com o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

O documento falso apresentava inconsistências grosseiras, como erros de padronização e datas futuras, indicando inclusive a possível utilização de inteligência artificial na criação do conteúdo. A própria Polícia Federal desmentiu a autoria do relatório, confirmando que nunca produziu tal conclusão. O material simulava uma isenção de culpa para Nikolas, afirmando que não havia indícios de crime em suas interações com Vorcaro.

A assessoria de Nikolas Ferreira informou que o deputado apenas republicou o conteúdo após visualizá-lo no perfil de outro usuário na rede social X (antigo Twitter). A publicação foi apagada logo após a confirmação da falsidade do documento. No entanto, o caso escalou para o âmbito judicial devido à gravidade da simulação de um relatório oficial de uma instituição de segurança.

Erika Hilton sustenta que a divulgação de documentos oficiais falsificados, especialmente durante o período eleitoral, exige investigação rigorosa. O pedido de prisão foca na análise das circunstâncias em que o deputado teve acesso ao material e se houve dolo na disseminação da desinformação para benefício próprio. A Justiça agora deve avaliar se a conduta se enquadra em crimes previstos no Código Penal ou na legislação eleitoral.

O parlamentar mineiro, que possui forte base de apoio no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, continua negando qualquer irregularidade em sua conduta ou recebimento de valores ilícitos. O desenrolar do processo será acompanhado pelas instâncias federais para determinar a responsabilidade criminal dos envolvidos na produção e difusão do relatório apócrifo.

Com informações de Regionalzão.