Agronegócio

Justiça solta empresário investigado por sumiço de café após acordo de R$ 47 milhões

·há 59 min·Frutal, MG
Justiça solta empresário investigado por sumiço de café após acordo de R$ 47 milhões
Justiça solta empresário investigado por sumiço de café após acordo de R$ 47 milhões

A Justiça de Minas Gerais determinou a soltura do empresário Elvis Vilhena Faleiros, investigado pelo desaparecimento de 21 mil sacas de café da Cooperativa dos Cafeicultores e Agropecuaristas de Ibiraci (Cocapil). A decisão foi tomada após a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público, no qual a empresa EldoradoAgro se comprometeu a destinar R$ 47,2 milhões para indenizar os produtores lesados. O valor corresponde a direitos creditórios de herança do investigado.

Faleiros havia sido preso em fevereiro deste ano na cidade de Frutal, no Triângulo Mineiro, após passar um período foragido. A Polícia Civil estima que o esquema criminoso tenha vitimado cerca de 180 cafeicultores e gerado um prejuízo total de R$ 132 milhões, somando o valor das sacas desaparecidas, dívidas bancárias e débitos com fornecedores de insumos. O caso ganhou repercussão regional pelo impacto na economia cafeeira da divisa entre Minas e São Paulo.

O juiz Roberto Carlos de Menezes fundamentou a revogação da prisão preventiva no fato de que o TAC assegura patrimônio suficiente para garantir grande parte do ressarcimento das vítimas, alterando o contexto cautelar. Mesmo em liberdade, o empresário deverá cumprir medidas restritivas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de contato com testemunhas e outros corréus do processo.

A defesa de Elvis Faleiros sustenta que não houve intenção criminosa, atribuindo o episódio a negócios malsucedidos que resultaram em dívidas. Os advogados argumentam ainda que a prisão preventiva era, na prática, uma modalidade de prisão civil por dívida, o que é proibido pela legislação brasileira. As investigações continuam com foco em crimes de apropriação indébita e gestão temerária.

Com informações de G1 Minas Gerais.