Selic cai para 14,25%, mas Brasil assume liderança mundial de juros reais

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros para 14,25% ao ano. Apesar do corte de 0,25 ponto percentual, o movimento colocou o Brasil no topo do ranking global de juros reais, que considera a taxa nominal descontada a inflação. A decisão sinaliza uma flexibilização gradual, embora o país mantenha uma remuneração elevada para investimentos em renda fixa.
Para o setor produtivo do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, o cenário ainda impõe cautela. Setores importantes da economia regional, como o comércio e o agronegócio, continuam enfrentando crédito caro. Especialistas apontam que os efeitos da redução da Selic demoram a chegar ao consumidor final, mantendo altos os custos de financiamentos imobiliários, rotativo do cartão de crédito e capital de giro para empresas.
Mesmo com o início do ciclo de queda, o Brasil sustenta juros reais próximos de 9% ao ano, patamar muito superior à média internacional. Esse cenário preserva a atratividade de títulos públicos e investimentos de renda fixa, mas limita a expansão imediata do consumo e de novos investimentos industriais na região. O Banco Central não indicou o ritmo das próximas reduções, mantendo o foco na vigilância inflacionária.
Com informações de Regionalzão.


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