Supermercado em Araguari é condenado após gerente proferir falas racistas contra funcionária

A Justiça do Trabalho manteve a condenação de um supermercado em Araguari ao pagamento de indenização por danos morais a uma ex-funcionária. A decisão da Nona Turma do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG) confirmou a sentença que obriga o estabelecimento a pagar R$ 5 mil após episódios de preconceito e racismo praticados por uma gerente.
De acordo com o processo, a gerente afirmou diante de outros colaboradores que a vítima carregava ratos escondidos no cabelo. A trabalhadora relatou que o episódio causou profundo abalo emocional e que, apesar de ter levado o caso ao conhecimento da empresa, nenhuma providência administrativa ou disciplinar foi tomada contra a supervisora na época dos fatos.
A desembargadora Maria Stela Álvares da Silva Campos, relatora do caso, destacou em seu voto que a conduta violou severamente a dignidade da trabalhadora. Para a magistrada, a exposição a um ambiente preconceituoso configura dano moral passível de reparação, uma vez que houve lesão direta à honra e à imagem da funcionária no ambiente laboral.
Embora tenha mantido a indenização pelo tratamento preconceituoso, o tribunal afastou a tese de assédio moral continuado. Os desembargadores entenderam que a agressividade da gerente era direcionada a todos os funcionários de forma genérica, caracterizando o racismo como um episódio grave e isolado que justificou a reparação pedagógica.
Com informações de G1 Triângulo Mineiro.



